sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Artigo de Opinião

Artigo de Opinião

            Existiu um tempo em que escrever artigos era um assunto restrito a escritores, jornalistas e universitários em fase de conclusão de seus cursos. Contudo, atualmente todos nós somos convidados a expressar nossas opiniões sobre assuntos polêmicos que são amplamente divulgados por meio de diversas mídias. Os artigos de opinião são um recurso usado largamente na internet, jornais e revistas. Nesse texto, você vai ler algumas dicas básicas que podem lhe auxiliar a escrever seu artigo de opinião e convencer um maior número de pessoas sobre seu ponto de vista.
            Ao escrever um artigo de opinião deve-se levar em consideração alguns pontos importantes:
a)      O texto representa a opinião do autor e sua finalidade é convencer o leitor sobre a maneira como quem escreveu pensa.
b)      É importante conhecer profundamente sobre o tema que irá escrever, portanto, leituras são sempre bem vindas. Os pontos de vista sobre o tema devem ser levados em consideração.
c)      Os argumentos dentro do artigo de opinião são de extrema importância, pois são a defesa da opinião do autor. Ao fazer a leitura de textos de outros autores, anote os argumentos observados, pois podem ser uteis na elaboração de seu próprio texto.
d)      Ao escrever o texto de opinião é importante, também saber, quem será o leitor do material, sendo assim, a linguagem adequada e evitar que haja ideias não claras ou pontos estranhos, como se o leitor compartilhasse do mesmo ambiente e das mesmas opiniões. A dedução precisa ser bem trabalhada para tornar o texto conciso e claro.
e)      Saiba de antemão se há pontos que quer defender ou criticar e os defenda.
f)       Um artigo de opinião, como qualquer outro texto que se produza, deve ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Na introdução devemos dizer claramente do que trata o texto, para logo em seguida, em outro parágrafo, passar ao seu desenvolvimento. Por fim, a conclusão, que pode ser definitiva ou então levar o leitor a refletir e chegar as suas próprias conclusões.
g)      Um artigo de opinião tem a intenção de convencer o leitor em relação a forma de pensar do autor do texto. É um texto dissertativo que apresenta argumentos sobre o assunto abordado, portanto, o escritor além de expor seu ponto de vista, deve sustentá-lo através de informações coerentes e admissíveis.  É comum presenciarmos descrições detalhadas, apelo emotivo, acusações, humor satírico, ironia e fontes de informações precisas.
h)      Desenvolva os argumentos que anotou inicialmente de forma consistente, saiba de antemão qual a ideia que quer transmitir, por exemplo, se quer falar a favor de um sabão em pó, defina por que ele é bom, tenha argumentos sobre a sua eficiência, seu preço, seus ingredientes, sua ação na roupa, seus efeitos ambientais, etc. O mesmo com qualquer outro assunto, que pode ser desde o uso da energia nuclear até a segurança nas escolas, por exemplo.
i)        É comum encontrar circulando no rádio, na TV, nas revistas, nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição por parte dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso, o autor geralmente apresenta seu ponto de vista sobre o tema através do artigo de opinião.
j)        O artigo de opinião é fundamentado em impressões pessoais do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.
k)      d) Pense num enunciado capaz de expressar a ideia principal que pretende defender.
l)         Crie um título que desperte o interesse e a curiosidade do leitor.
m)    h) Após o término do texto, releia e observe se há posicionamento claro sobre o tema; se a ideia está fundamentada em argumentos fortes e se estão bem desenvolvidos; se a linguagem está adequada ao gênero; se é convidativo e, por fim, observe se o texto como um todo é persuasivo.
n)      Reescreva-o, se necessário.
o)      O artigo de opinião, como o próprio nome já diz, é um texto em que o autor expõe seu posicionamento diante de algum tema atual e de interesse de muitos.
p)      Logo, as ideias defendidas no artigo de opinião são de total responsabilidade do autor, e, por este motivo, deve ter cuidado com a veracidade dos elementos apresentados, além de assinar o texto no final. (com exceção de vestibulares e concursos)
q)      É muito comum artigos de opinião em jornais e revistas. Portanto, se você quiser aprofundar mais seus conhecimentos a respeito desse tipo de produção textual, é só procurá-lo nestes tipos de canais informativos. A leitura é breve e simples, pois são textos pequenos e a linguagem não é intelectualizada, uma vez que a intenção é atingir todo tipo de leitor.
r)       Na linguagem pode aparecer sinais de exclamação e interrogação, que levam à posição de reflexão favorável ao enfoque do autor.
s)       Outros aspectos persuasivos são as orações no imperativo (seja, compre, ajude, favoreça, exija, etc.) e a utilização de conjunções que agem como elementos articuladores (e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez que, de forma que, etc.) e dão maior clareza às ideias.
t)       Geralmente, é escrito em primeira pessoa, já que trata-se de um texto com marcas pessoais e, portanto, com indícios claros de subjetividade, porém, pode surgir em terceira pessoa.

Consulta - Marina Cabral - Equipe Brasil Escola e http://www.lendo.org/como-fazer-um-artigo-de-opiniao -
MODELO DE ARTIGO DE OPINIÃO
Desordem e progresso -      Fulano de Tal
        É condenável a atitude que grande parte da sociedade desempenha no que diz respeito à preservação do meio ambiente. Apesar dos inúmeros desastres ecológicos que ocorrem com demasiada frequência, a população continua “cega” e o pior é que essa cegueira é por opção. Não sou especialista no assunto, mas não é preciso que o seja para perceber que o Planeta não anda bem. Tsunamis, terremotos, derretimento de geleiras, entre outros fenômenos, assustam a população terrestre, principalmente nos países desenvolvidos – maiores poluidores do Planeta – seria isso mera coincidência? Ou talvez a mais clara resposta da natureza contra o descaso com o futuro da Terra? Acredito na segunda opção. Enquanto o homem imbuído de ganância se empenha numa busca frenética pelo progresso, o tempo passa e a situação adquire proporções alarmantes. Onde está o tal desenvolvimento sustentável que é – ou era – primordial? Sabemos que o progresso é inevitável e indispensável para que uma sociedade se desenvolva e atinja o estágio clímax de suas potencialidades, mas vale a pena conquistar esse progresso às custas da destruição da fauna, da flora, da qualidade de vida que a natureza nos proporciona? Não podemos continuar cegos diante dessa realidade. Somos seres racionais em pleno exercício de nossas faculdades, não temos o direito de nos destruirmos em troca de cédulas com valores monetários que ironicamente estampam espécies animais em seus versos. Progresso e natureza podem, sim, coexistir, mas para isso, é preciso que nós – população terrestre – nos conscientizemos de nossa responsabilidade sobre o lugar que habitamos e ponhamos em prática o que na teoria parece funcionar.

EXEMPLO DE ARTIGO DE OPINIÃO
ESTAMOS COM FOME DE AMOR!!!! - Arnaldo Jabor
        Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão" Pretensiosamente digo que assino em baixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
        Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.
        Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só isso não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
        Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
        Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
        Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!"
        Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
        Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
        Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
        Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
        Antes idiota que infeliz!

        (Arnaldo Jabor)

Nenhum comentário:

Postar um comentário