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quinta-feira, 23 de março de 2023

BIOGRAFIA: MONTEIRO LOBATO

 

MONTEIRO LOBATO

Monteiro Lobato (José Bento Renato Monteiro Lobato) foi um escritor brasileiro.

Nasceu na cidade paulista de Taubaté, no dia 18 de abril de 1882. Estudou no colégio Kennedy e também no colégio Paulista, ambos de sua cidade natal. Com a morte dos pais, o autor passou a residir, em 1899, na casa do avô, o visconde de Tremembé. Iniciou o curso de Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

Durante seu tempo de estudante na cidade de São Paulo, participou da sociedade literária Arcádia, escreveu crônicas e críticas, e foi redator do jornal “O Onze de Agosto”, entre outros periódicos. Sua formatura ocorreu em 15 de dezembro de 1904. Já em 1906, foi nomeado promotor público interino de Taubaté.

No ano seguinte, ocupou o cargo de promotor público na cidade de Areias. Além disso, em 1908, fez traduções de artigos do jornal londrino “Weekly Times” que foram publicadas em “O Estado de S. Paulo”.

Com a morte do avô, em 1911, herdou a Fazenda do Buquira. Já casado, mudou-se para lá com a família e se tornou fazendeiro. Dessa experiência, resultou o artigo “Uma velha praga”, publicado no jornal “O Estado de S. Paulo”, em 1914. Três anos depois, vendeu a fazenda e voltou a viver na cidade de São Paulo.

Além de escrever vários livros para adultos e crianças, também investiu em outras carreiras. Assim, foi fazendeiro, editor e empresário, além de atuar como adido comercial em Nova Iorque. Se meteu em questões políticas e chegou a ser preso.

O autor faleceu em 04 de julho de 1948, na cidade de São Paulo, e deixou obras pré-modernistas (escritas para adultos) e também livros infantis. O grande sucesso de sua carreira como escritor foi a série de livros intitulada Sítio do Picapau Amarelo. Nessas narrativas infantis, personagens como Emília e Visconde vivem grandes aventuras.

Em 1918, publicou sua primeira obra literária — o livro de contos “Urupês”, e em 1920, também publicou sua primeira obra infantil: “A menina do narizinho arrebitado” —, a qual, mais tarde, integrou o livro “Reinações de Narizinho”.

Lobato nunca conseguiu ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

Obras de Monteiro Lobato

Urupês (1918)

Cidades mortas (1919)

Ideias de Jeca Tatu (1919)

Negrinha (1920)

O macaco que se fez homem (1923)

Mundo da lua (1923)

O presidente negro (1926)

Mr. Slang e o Brasil (1927)

Na antevéspera (1933)

O escândalo do petróleo (1936)

A barca de Gleyre (1944)

Sítio do Picapau Amarelo (1921-1944)

O grande sucesso do escritor Monteiro Lobato, sua série infantil “Sítio do Picapau Amarelo”, cujos personagens principais são:

-Dona Benta: dona do Sítio do Picapau Amarelo.

Emília: uma esperta boneca de pano.

Narizinho: a menina do nariz arrebitado.

Pedrinho: o menino aventureiro.

Tia Nastácia: cozinheira e contadora de histórias.

Visconde: o sábio feito de sabugo de milho.

Os primos Narizinho e Pedrinho são netos de dona Benta. Com Emília e Visconde, eles vivem grandes aventuras, que, muitas vezes, são compartilhadas com dona Benta e a querida Tia Nastácia. Outros personagens secundários também participam das histórias, as quais valorizam a cultura brasileira, além de trazerem conhecimento e reflexão.

 

Fazem parte da série, os seguintes volumes:

O Saci (1921)

Fábulas (1922)

As aventuras de Hans Staden (1927)

Reinações de Narizinho (1931)

Viagem ao céu (1932)

Caçadas de Pedrinho (1933)

História do mundo para as crianças (1933)

Emília no País da Gramática (1934)

Aritmética da Emília (1935)

Geografia de dona Benta (1935)

História das invenções (1935)

Dom Quixote das crianças (1936)

Memórias de Emília (1936)

Serões de Dona Benta (1937)

O poço do Visconde (1937)

Histórias de Tia Nastácia (1937)

O Picapau Amarelo (1939)

O Minotauro (1939)

A reforma da natureza (1941)

A chave do tamanho (1942)

Os doze trabalhos de Hércules (1944)

https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/monteiro-lobato.htm, acesso em 23.03.23

terça-feira, 14 de março de 2023

LEITURA DE IMAGENS - 6º, 7º, 8º

 





Quadro Campeão de bolinha de gude (1939) de Norman Rockwell

Fonte: Livro de Português Linguagens - Willian R Cereja/Thereza C. Magalhães

1) Como é o nome desse jogo que as crianças estão jogando?

2) O que chama a atenção na cena?

3) É possível dizer quem está ganhando?

4) O que a expressão do rosto das crianças pode nos dizer?

5) Hoje existem esportes, jogos e brincadeiras que são mais praticados por meninos?

6) E quais são mais praticados por meninas?

7) Na sua opinião, existe preconceito de sexo nas brincadeiras e nos jogos? Por quê?

8) Você conhece alguém que se destaca num jogo ou esporte que geralmente é praticado pelo sexo oposto? Essa pessoa sofre ou sofreu preconceitos? 


terça-feira, 7 de março de 2023

DICAS DE ESTUDO - 6º, 7º. 8º ANOS - SALA DE LEITURA

 DICAS DE ESTUDO – PROFª MARIZA – SALA DE LEITURA

1 – MATERIAL

- Organize seu material para as aulas que terá no dia seguinte.

- Para tanto reserve um espaço em sua casa para guardar todo o material.

- Se não possui um material para realizar determinado trabalho consulte pessoas que possam ajudá-lo a conseguir.

- Materiais que são importantes para o desenvolvimento da aula: lápis, borracha, caderno, régua e materiais específicos solicitados por alguns professores: folha quadriculada, dicionário, lápis coloridos, canetinhas etc.

2 – TEMPO

- Administre seu tempo escolar. Hoje com tantos atrativos tecnológicos é bem possível se distrair e quando perceber as horas passaram e o que era para ser feito se acumula, causando transtornos e desânimo para a vida escolar.

- Reserve um tempo para o lazer, mas não se esqueça que há um objetivo maior em sua vida, que é a progressão dentro da escola, com o cumprimento dos deveres e aprendizados e, consequentemente, trazendo alegrias nas conquistas escolares.

- Se o período de estudo é na parte da manhã é preciso se organizar com as horas que restam, para que se cumpra as tarefas solicitadas tanto dada pelos pais e como as determinadas pela escola. O mesmo deve acontecer se o período de estudo é na parte da tarde. Sabendo que, se acordar muito tarde, é possível que não dê tempo de cumprir todas as tarefas necessárias. Se precisar solicite ajuda para se organizar.

2 – Estabeleça um tempo para estudar as disciplinas. Pode-se dividir as horas disponíveis da semana pelo número de disciplinas.

3 – ESTUDO

- Não deixe para estudar somente perto de provas e outras avaliações.

- Dedique um tempo para as disciplinas que se tem dificuldade. Peça ajuda ao professor, aos amigos, mas não deixe que a dúvida persista e aumente.

- O ideal é que, após a aula ser dada, o conteúdo ensinado passasse por um estudo e uma verificação de aprendizagem pelo próprio aluno, preparando-se, desta forma para as avaliações que, com certeza chegarão.

- É possível fazer um plano de estudo de segunda a sexta feira, e para os mais dedicados há sempre umas horinhas no sábado que podem ser aproveitadas para estudo e revisão.

- Alguns alunos gostam de estudar escrevendo, outros falando em voz alta. Outros gostam de fazer resumos, grifar conteúdos usando o marca-texto. ... Descubra qual é a sua forma de estudar. Há assuntos que precisam ser memorizados e outros não. Identifique isso também em sua carreira de estudante.

- Para se ter um bom rendimento na escola é preciso levar uma vida saudável com alimentação boa e divertimento também, e não se deve restringir a noite de sono, devido aos jogos eletrônicos, que causam dificuldades na hora de dormir, afetando o sono e o descanso, prejudicando o rendimento no dia seguinte.

4 – TAREFAS

- Confira se tarefas e trabalhos a serem feitos e para entrega já estão em ordem e finalizados.

- Seja pontual com sua entrega de trabalhos e tarefas (De certo modo isto faz parte de um treinamento para a vida adulta, em que muitas tarefas precisam ser feitas com prazo determinado).

- Alguns alunos sentem dificuldades na escrita, mas ela só tem progresso se for praticada. Leia e depois escreva o que leia. Não precisa ser um livro inteiro, mas pequenos trechos.

- Pode-se escrever também sobre assuntos e situações que se pensa e depois pedir para que a professora leia o que foi escrito e corrija ou dê uma opinião.

– Se for outra disciplina resolva exercícios. A prática, com certeza, trará resultados satisfatórios, principalmente se já tiver aprendido como se resolve este ou aquele problema.

- Não se sinta constrangido se houver erros eu um exercício feito, pois errar faz parte do processo. Avise professores sobre suas dificuldades.

- Preste bastante atenção nos enunciados dos exercícios. Um enunciado não compreendido pode causar respostas não corretas.

5 - INTERNET

- Ela é grande auxiliar no desenvolvimento escolar dos estudantes, porém alguns alunos logo se dispersam e ficam entrando em sites que não estão relacionados com os estudos, principalmente os relativos a jogos e ao lazer.

- Os vídeos também são interessantes para o aprendizado, mas podem levar o estudante para a distração do que realmente precisava pesquisar e estudar.

- Não use a internet para estudo ou pesquisa sem ter ao lado material para anotação: lápis ou caneta e papel.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

7º ANO - DEBAIXO DA PONTE - CARLOS DRUMOND DE ANDRADE

 

Moravam debaixo da ponte. Oficialmente, não é lugar onde se more, porém eles moravam. Ninguém lhes cobrava aluguel, imposto predial, taxa de condomínio; a ponte é de todos, na parte de cima; de ninguém, na parte de baixo. Não pagavam conta de luz e gás, porque luz e gás não consumiam. Não reclamavam contra falta d’água, raramente observada por baixo de pontes. Problema de lixo não tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora não conviesse atirá-lo em parte alguma, se dele vinham muitas vezes o vestuário, o alimento, objetos de casa. Viviam debaixo da ponte, podiam dar esse endereço a amigos, recebê-los, fazê-los desfrutar comodidades internas da ponte.

            À tarde surgiu precisamente um amigo que morava nem ele mesmo sabia onde, mas certamente morava: nem só a ponte é lugar de moradia para quem não dispõe de outro rancho.

            Há bancos confortáveis nos jardins, muito disputados; a calçada, um pouco menos propícia; a cavidade na pedra, o mato. Até o ar é uma casa, se soubermos habitá-lo, principalmente o ar da rua. O que morava não se sabe aonde vinha visitar os de debaixo da ponte e trazer-lhes uma grande posta de carne.

            Nem todos os dias se pega uma posta de carne. Não basta procurá-la; é preciso que ela exista, o que costuma acontecer dentro de certas limitações de espaço e de lei. Aquela vinha até eles, debaixo da ponte, e não estavam sonhando, sentiam a presença física da ponte, o amigo rindo diante deles, a posta bem pegável, comível. Fora encontrada no vazadouro, supermercado para quem sabe frequentá-lo, e aqueles três o sabiam, de longa e olfativa ciência.

            Comê-la crua ou sem tempero não teria o mesmo gosto. Um de debaixo da ponte saiu à caça de sal. E havia sal jogado a um canto de rua, dentro da lata. Também o sal existe sob determinadas regras, mas pode tornar-se acessível conforme as circunstâncias. E a lata foi trazida para debaixo da ponte. Debaixo da ponte os três prepararam comida. Debaixo da ponte a comeram. Não sendo operação diária, cada um saboreava duas vezes: a carne e a sensação de raridade da carne. E iriam aproveitar o resto do dia dormindo (pois não há coisa melhor, depois de um prazer, do que o prazer complementar do esquecimento), quando começaram a sentir dores.

            Dores que foram aumentando, mas podiam ser atribuídas ao espanto de alguma parte do organismo de cada um, vendo-se alimentado sem que lhe houvesse chegado notícia prévia de alimento. Dois morreram logo, o terceiro agoniza no hospital.

            Dizem uns que morreram da carne, dizem outros que do sal, pois era soda cáustica. Há duas vagas debaixo da ponte.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

7º ANO - A BORBOLETA E O CASULO/ A LIÇÃO DA BORBOLETA

 

A Borboleta e o Casulo

Quando a lagarta, tornada crisálida, concluiu praticamente a sua transformação em lepidóptero, resta-lhe passar uma prova para se tornar verdadeiramente borboleta. Tem de conseguir romper o casulo no seio do qual se operou a transformação, a fim de se libertar dele e iniciar o seu voo.

Se a lagarta teceu o seu casulo pouco a pouco, progressivamente, a futura borboleta em compensação não pode libertar-se dele da mesma forma, procedendo progressivamente. Desta vez tem de congregar força suficiente nas asas para conseguir romper, de uma assentada, a sua gola de seda.

É precisamente graças a esta última prova e à força que ela exige que a borboleta acumule nas suas jovens asas, que esta desenvolve a musculatura de que terá necessidade depois para voar.

Quem ignorar este dado importante e, imaginando ‘ajudar’ uma borboleta a nascer, romper o casulo em seu lugar, assistirá ao nascimento de um lepidóptero totalmente incapaz de voar. Esta não terá conseguido utilizar a resistência da sua sedosa prisão para construir a força de que teria necessidade para lançar-se seguidamente no céu.

 

A lição da borboleta

Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo e um homem ficou observando o esforço da borboleta para fazer com que o seu corpo passasse por ali e ganhasse a liberdade. Por um instante, ela parou, parecendo que tinha perdido as forças para continuar. Então, o homem decidiu ajudar e, com uma tesoura, cortou delicadamente o casulo. A borboleta saiu facilmente. Mas, seu corpo era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e ela saísse voando.

Nada disso aconteceu. A borboleta ficou ali rastejando, com o corpo murcho e as asas encolhidas e nunca foi capaz de voar! O homem, que em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendeu que o casulo apertado e o esforço eram necessários para a borboleta vencer essa barreira. Era o desafio da natureza para mantê-la viva. O seu corpo se fortaleceria e ela estaria pronta para voar assim que se libertasse do casulo.

Algumas vezes, o esforço é tudo o que precisamos na vida. Se Deus nos permitisse passar pela vida sem obstáculos, não seríamos como somos hoje. A força vem das dificuldades, a sabedoria, dos problemas que temos que resolver. A prosperidade, do cérebro e músculos para trabalhar. A coragem vem do perigo para superar e, às vezes, a gente se pergunta: “não recebi nada do que pedi a Deus”. Mas, na verdade, recebemos tudo o que precisamos. E nem percebemos.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

6º ANO - CRÔNICA: MAIS UM ANIMAL - JOSÉ ELIAS

 

Chico chegou da rua com um gatinho muito preto e muito magro debaixo do braço.

– Vai me dizer que já arrumou mais dor de cabeça pra mim – disse-lhe a mãe.

– Olha pra ele, mãe, tão bonitinho, tão magrinho. Ocê não tem dó dele?

– Dó eu tenho, mas não quero saber de mais bicho em casa. O quintal já tá parecendo zoológico.

– A senhora mesmo vive rezando pra São Francisco, o santo que acolhia os bichos…

– Não é por ser devota de São Francisco que vou transformar minha casa em zoológico. Pode dar fim neste gato, não quero mais saber. Chegam muito os três que vivem embaraçando nas pernas da gente.

– Olha pra ele, mãe. Só ele, tenha piedade do coitado. Não deve ter dono, nem pai, nem mãe, nem irmãozinho.

– Não quero nem olhar.

– Já sei por que não quer: para não pegar amor por ele. Alisa só o pelinho dele, vê como o coitado tá maltratado. Se fosse um angorá, aposto que você ia querer.

– Se fosse um angorá, o dono não deixaria solto na rua.

Chico saiu alisando o pelo do gatinho, triste por ter que se livrar dele. Sentou no alpendre e conversou com o gatinho:

– Você tem que compreender que a casa não é minha, se fosse…No fundo, ela tem razão. Tenho três cachorros, três gatos, um papagaio, meia dúzia de galinhas, uma já ninhada de cinco pintinhos; um casal de patos, um porquinho da Índia, um coelhinho orelhudo … Sem contar, lá no sítio, o bezerro, o potrinho e a promessa que meu pai fez de me comprar cabritos, bodes e cabras. Já vi que ocê não compreende, que quer mesmo ficar. Vamos lá dentro tentar de novo? Vamos?

– Mãe, você…

– Outra vez com esse gato?

– Eu só queria um pedaço de pão molhado no leite para dar pra ele. Depois de matar a fome, ele vai embora. Vou jogar o gatinho bem longe daqui de casa.

A mãe deu um pedaço de pão e um pires com leite. Chico começou a matar a fome do novo amigo.

Pão comido, leite lambido, a mãe falou:

– Agora que ele comeu, pode dar o fora. E trate de levar esse gato pra bem longe.

(...)

- Mãe, já arrumei um nome pra ele. Quer saber qual é?

- Não quero saber nada, quero que suma com ele.

- Pus o nome nele de Faquir. Coitado, tão magro, faminto, sem família, infeliz. Mãe? Ocê ouviu o nome dele?

- Ouvi. Tá bem escolhido, mas pode levar o seu Faquir daqui logo, logo.

- Mãe, vamos fazer um negócio?

- Que negócio?

- Meu aniversário está perto. Ocê lembra o que foi que pedi de aniversário?

- Pediu pro seu pai comprar um cavalo. E daí?

- Eu troco o cavalo pelo Faquir. Ocê topa? Ele é tão infeliz, tão magrinho, sem ninguém por ele. O cavalo fica pro ano que vem. Feito, hem, mãe?

A mãe não aguentou, olhou com muito amor para o menino, passou a mão nos cabelos dele e disse-lhe:

- Pode, Chico. Mas que seja o último bicho que você traz pra casa. Tá certo assim?

- Tá, tá certo, mãe. Ocê é joia mesmo!

E bem baixinho no ouvido de Faquir, disse-lhe:

- Eu não falei que ela acabava cedendo? Ela é joia!

 

3º ANO - ESCOLHA DO TEMA - MONOGRAFIA

 ESCOLHA DO TEMA - 3º ANO - MONOGRAFIA


Ao iniciar a monografia o primeiro passo é escolher o assunto. Depois de escolhido sobre o que se vai falar é importante saber que, toda pesquisa necessita ter uma pergunta, que fará com que a busca da resposta dê andamento ao trabalho. Por exemplo: uma biografia serve para se fazer uma monografia? Se for somente para relatar os acontecimentos da vida da pessoa, não. Mas se houver um questionamento envolvendo aquele indivíduo e cuja resposta não está totalmente clara, então é possível.

Toda questão que começa com “A importância de/da.... para a/o....” já está fora do padrão que se deseja para iniciar uma pesquisa.

É sempre bom começar o questionamento com o pronome “Como” e não utilizar afirmativas envolvendo palavras que não questionam; que não perguntam; que não permitem a busca de respostas e ampliação do conhecimento.   

O uso do pronome interrogativo “Por que...” também pode dar possibilidade de se iniciar uma pesquisa.

Para fazer a sua escolha observe o que você gosta. Não se fixe somente na parte de lazer da sua vida. Observe a profissão que deseja seguir. Faça uma lista e depois veja dentre esses aspectos que você selecionou, qual deles tem possibilidade de se fazer uma pesquisa.

Sugestão de temas:

Água

– Como é possível reverter a contaminação de rios e oceanos?

- Como regiões afetadas pela seca podem sobreviver com a escassez de água?

- Por que não se encontra distribuição igualitária de água?

Fontes de energia

- Como os países se preparam para a utilização de novas fontes de energia?

- Como utilizar fontes renováveis de energia sem afetar o meio ambiente?

Alimentos

- Como encontrar soluções para a fome no mundo?

- Como conciliar produção de alimentos e manutenção do meio ambiente?

- Por que a alimentação não impede a existência de doenças?


Ciência

- Como as viagens espaciais influenciam a vida cotidiana?

- Como alguns insetos resistem à ação do tempo?

- Por que a cura de doenças não se concretiza?


Esses são apenas exemplos de como é possível ir a busca de temas para pesquisa.

Não se esqueça de que uma boa escolha de tema já influencia a aprovação do seu trabalho. A questão-problema é de fundamental importância para que se obtenha sucesso em sua monografia.

Boa sorte!