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segunda-feira, 17 de abril de 2023

FAKE NEWS

 

FAKE NEWS

As notícias falsas, as chamadas Fake News, se transformaram em uma enorme dor de cabeça no mundo todo. O assunto ganhou visibilidade e atrai a atenção da sociedade, autoridades e parlamentares. No Brasil, desde o ano passado, deputados defendem a necessidade de legislar a respeito desse assunto.

Na Câmara, tramitam mais de vinte propostas sobre Fake News. Entre os parlamentares, há quem defenda que seja aplicada, na internet, a legislação atual sobre injúria, calúnia e difamação, além do marco civil da internet (Lei 12.965/14), que prevê que a retirada de conteúdo seja precedida de decisão judicial.

https://www.camara.leg.br/tv/543408-fake-news/

Calúnia - No século XXI o uso e impacto das notícias falsas se tornaram amplos, assim como o uso do termo.

O crime de calúnia está previsto no artigo 138 do Código Penal, e consiste em atribuir falsamente a alguém a autoria de um crime. Para que se configure o crime de calúnia, é preciso que seja narrado publicamente um fato criminoso. Um exemplo seria expor, na internet, o nome e foto de uma pessoa como autor de um homicídio, sem ter provas disso.

Exemplo: Maria Matou João com a chave inglesa na biblioteca.

A pena pelo crime de calúnia é detenção de seis meses a dois anos e multa.

 

Difamação - Prevista no artigo 139 do Código Penal, a difamação consiste em imputar a alguém um fato ofensivo a sua reputação, embora o fato não constitua crime, como ocorre com a calúnia. É o caso, por exemplo, de uma atriz que tem detalhes de sua vida privada exposta em uma revista.

Neste caso, ainda que o fato narrado seja verídico, divulgá-lo constitui crime. A pena para este crime é detenção de três meses a um ano e multa.

No entanto, caso o réu, antes da sentença, se retrate da calúnia ou da difamação, fica isento de pena, conforme determina o artigo 143 do Código Penal.

Exemplo: Menina, a Maria está tendo um caso com o João.

 

Injúria - O crime de injúria, previsto no artigo 140 do Código Penal, ocorre quando uma pessoa dirige a outra pessoa algo desonroso e que ofende a sua dignidade – é o famoso xingamento.

Como se trata de um crime que ofende a honra subjetiva, ao contrário do que ocorre com a calúnia e difamação, no crime de injúria não é necessário que terceiros tomem ciência da ofensa.

O juiz pode deixar de aplicar a pena quando a pessoa ofendida tiver provocado a ofensa de forma reprovável, ou caso tenha respondido imediatamente com outra injúria.

Não caracteriza injúria a crítica literária, artística ou científica, conforme o artigo 142 do Código Penal, assim como ofensas proferidas durante um julgamento, durante a discussão da causa, por qualquer uma das partes. A pena para este crime é detenção de um a seis meses ou multa.

Na hipótese da injúria envolver elementos referentes à raça, cor, etnia, religião origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência, a pena é aumentada para reclusão de um a três anos e multa.

Exemplo: João é canalha!

https://www.cnj.jus.br/cnj-servico-diferenca-entre-calunia-injuria-e-difamacao

No século XXI, o uso e impacto das notícias falsas se tornaram amplo, assim como o uso do termo Fake News. Além de ser usado para criar histórias inventadas para enganar os leitores é um recurso usado para aumentar a quantidade de leitores online e assim aumentar os lucros dos sites.

"Fake News são notícias falsas publicadas por veículos de comunicação como se fossem informações reais. Esse tipo de texto, em sua maior parte, é feito e divulgado com o objetivo de legitimar um ponto de vista ou prejudicar uma pessoa ou grupo (geralmente figuras públicas).

As Fake News têm um grande poder viral, isto é, espalham-se rapidamente. As informações falsas apelam para o emocional do leitor/espectador, fazendo com que as pessoas consumam o material “noticioso” sem confirmar se é verdade seu conteúdo.

O poder de persuasão das Fake News é maior em populações com menor escolaridade e que dependem das redes sociais para obter informações. No entanto, as notícias falsas também podem alcançar pessoas com mais estudo, já que o conteúdo está comumente ligado ao viés político.

Como surgiu o termo Fake News?

O termo Fake News ganhou força mundialmente em 2016, com a corrida presidencial dos Estados Unidos, época em que conteúdos falsos sobre a candidata Hillary Clinton foram compartilhados de forma intensa pelos eleitores de Donald Trump.

Apesar do recente uso do termo Fake News, o conceito desse tipo de conteúdo falso vem de séculos passados e não há uma data oficial de origem. A palavra “fake” também é relativamente nova no vocabulário, como afirma o Dicionário Merriam-Webster. Até o século XIX, os países de língua inglesa utilizavam o termo “false news” para denominar os boatos de grande circulação.

As Fakes News sempre estiveram presentes ao longo da história, o que mudou foi a nomenclatura, o meio utilizado para divulgação e o potencial de persuasão que o material falso adquiriu nos últimos anos."

Por que as pessoas compartilham fake news?

Segundo levantamento feito por veículos de comunicação, como a Folha de São Paulo, as páginas de Fake News têm maior participação dos usuários de redes sociais do que as de conteúdo jornalístico real. De 2017 a 2018, os veículos de comunicação tradicionais apresentaram queda de 17% em seu engajamento (interação), enquanto os propagadores de fake news tiveram um aumento de 61%.

Para legitimar as Fake News, as páginas que produzem e divulgam esse tipo de informação costumam misturar as publicações falsas com a reprodução de notícias verdadeiras de fontes confiáveis. Outro problema presente nas redes sociais são as chamadas sensacionalistas que induzem ao erro. Quem deseja espalhar um boato pode retirar de contexto um dado ou declaração para usar em seu título ou no texto de sua postagem.

Consequências das Fake News

Divulgar Fake News é um ato muito perigoso. Compartilhar informações falsas, fotos e vídeos manipulados e publicações duvidosas pode trazer riscos para a saúde pública, incentivar o preconceito e resultar em mortes. Inocentes já foram linchados, pessoas já foram acusadas de sequestro e outros casos que só causaram tristeza e medo.

Como combater as Fake News?

O combate às Fake News é algo difícil. Os mecanismos de produção e veiculação das falsas informações são muito eficientes e escondem a identidade dos criminosos.

Para o usuário da internet, o importante é conseguir identificar uma notícia falsa ou sensacionalista e não compartilhar conteúdo duvidoso. Agências de jornalismo especializado são uma ferramenta útil para saber se um conteúdo é Fake News ou não.

A Agência Lupa é uma criação da Revista Piauí com a Fundação Getúlio Vargas e com a rede Um Brasil. Lançada em 2015, o site analisa conteúdo nacional e internacional e classifica-os em: verdadeiro; verdadeiro, mas…; ainda é cedo para dizer; exagerado; contraditório; insustentável; falso e de olho.

O Boatos.org é um site formado por vários jornalistas brasileiros que investigam conteúdos que circulam nas redes e informam aos leitores se são verdadeiros ou falsos.

Outra agência especializada em desvendar Fake News é Aos Fatos. Seus criadores fazem parte de uma rede internacional de investigadores e trabalham com a análise dos assuntos mais populares da internet. O site possui uma parceria com o Facebook para ajudar os usuários do Messenger (serviço de mensagens instantâneas da empresa) na navegação e identificação da veracidade dos posts. As notícias são definidas pela equipe como verdadeiras, imprecisas, exageradas, contraditórias, insustentáveis e falsas.

Veja mais sobre "O que são Fake News?" em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/o-que-sao-fake-news.htm

Por Lorraine Vilela Campos - Equipe Brasil Escola

 

segunda-feira, 3 de abril de 2023

Autismo

 

Autismo

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o Transtorno do Espectro Autista (TEA) se refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem. Outras características comuns são o foco em detalhes, reações incomuns às sensações e aos sentidos (como tato ou audição) e também dificuldade na transição de uma atividade para outra, por exemplo.

As características são bastante variáveis, com diferentes amplitudes e/ou intensidades. Ou seja, podem variar muito de pessoa para pessoa. Ainda, indivíduos com TEA frequentemente podem apresentar outras condições, como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ansiedade, depressão e epilepsia.

Portanto, o autismo constitui um grupo diversificado de condições, relacionadas ao desenvolvimento do cérebro. Em todo o mundo, estima-se que 1 em cada 160 crianças tenham TEA. Contudo, acredita-se que a prevalência seja ainda maior, sobretudo em países de baixa e média renda.

De forma geral, as características do autismo costumam ser identificadas ainda na primeira infância, até os cinco ou seis anos de idade. E isso é extremamente importante, para que os pequenos e pequenas tenham acesso às terapias especializadas, contribuindo para o estímulo e desenvolvimento de habilidades.

Alguns dos principais comportamentos em crianças com TEA:

Interação social: ausência ou baixa frequência de contato visual, sem interação espontânea com adultos e também outras crianças;

Comportamento: repetitivo e estereotipado (como dar pulos, chacoalhar as mãos ou se balançar), além de ter interesse restrito em temas e brinquedos específicos;

Linguagem: ausência ou atraso significativo do desenvolvimento de linguagem oral (compreensão e expressão) e alteração em diversas habilidades linguísticas.

fonte: https://leiturinha.com.br/blog (com alterações)

 

Empatia

Empatia é a capacidade psicológica de sentir o que sentiria outra pessoa, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar o que sente outro indivíduo.

A empatia leva as pessoas a ajudarem umas às outras. Está intimamente ligada ao altruísmo - amor e interesse pelo próximo - e à capacidade de ajudar.

A empatia também ajuda a compreender melhor o comportamento alheio em determinadas circunstâncias e a forma como outra pessoa toma as decisões.

Um exemplo de empatia seria o caso de racismo, por exemplo. Ao ver ou saber que uma pessoa sofreu racismo, você pode ter empatia por ela, tentando entender o que ela sentiu ao sofrer com o episódio.

Mesmo que o caso de racismo não seja diretamente com você, o sentimento de se colocar no lugar do outro e acolher a dor sofrida por ele são manifestações de empatia. Sendo assim, o antônimo da empatia seria a indiferença ao que o outro sofre.

Empatia nas relações

A empatia pode ocorrer em todos os tipos de relacionamentos humanos: nas relações familiares, nas amizades, no ambiente de trabalho e até mesmo com pessoas desconhecidas.

Nas relações pessoais a empatia pode ser fundamental para a compreensão de dificuldades das pessoas com quem se convive, ajudando a diminuir e evitar conflitos.

O mesmo pode ocorrer no ambiente escolar, já que a empatia pode ajudar que um colega compreenda as dificuldades enfrentadas por outro.

Fonte: https://www.significados.com.br/empatia/ (com modificações)


quinta-feira, 23 de março de 2023

BIOGRAFIA: MONTEIRO LOBATO

 

MONTEIRO LOBATO

Monteiro Lobato (José Bento Renato Monteiro Lobato) foi um escritor brasileiro.

Nasceu na cidade paulista de Taubaté, no dia 18 de abril de 1882. Estudou no colégio Kennedy e também no colégio Paulista, ambos de sua cidade natal. Com a morte dos pais, o autor passou a residir, em 1899, na casa do avô, o visconde de Tremembé. Iniciou o curso de Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

Durante seu tempo de estudante na cidade de São Paulo, participou da sociedade literária Arcádia, escreveu crônicas e críticas, e foi redator do jornal “O Onze de Agosto”, entre outros periódicos. Sua formatura ocorreu em 15 de dezembro de 1904. Já em 1906, foi nomeado promotor público interino de Taubaté.

No ano seguinte, ocupou o cargo de promotor público na cidade de Areias. Além disso, em 1908, fez traduções de artigos do jornal londrino “Weekly Times” que foram publicadas em “O Estado de S. Paulo”.

Com a morte do avô, em 1911, herdou a Fazenda do Buquira. Já casado, mudou-se para lá com a família e se tornou fazendeiro. Dessa experiência, resultou o artigo “Uma velha praga”, publicado no jornal “O Estado de S. Paulo”, em 1914. Três anos depois, vendeu a fazenda e voltou a viver na cidade de São Paulo.

Além de escrever vários livros para adultos e crianças, também investiu em outras carreiras. Assim, foi fazendeiro, editor e empresário, além de atuar como adido comercial em Nova Iorque. Se meteu em questões políticas e chegou a ser preso.

O autor faleceu em 04 de julho de 1948, na cidade de São Paulo, e deixou obras pré-modernistas (escritas para adultos) e também livros infantis. O grande sucesso de sua carreira como escritor foi a série de livros intitulada Sítio do Picapau Amarelo. Nessas narrativas infantis, personagens como Emília e Visconde vivem grandes aventuras.

Em 1918, publicou sua primeira obra literária — o livro de contos “Urupês”, e em 1920, também publicou sua primeira obra infantil: “A menina do narizinho arrebitado” —, a qual, mais tarde, integrou o livro “Reinações de Narizinho”.

Lobato nunca conseguiu ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

Obras de Monteiro Lobato

Urupês (1918)

Cidades mortas (1919)

Ideias de Jeca Tatu (1919)

Negrinha (1920)

O macaco que se fez homem (1923)

Mundo da lua (1923)

O presidente negro (1926)

Mr. Slang e o Brasil (1927)

Na antevéspera (1933)

O escândalo do petróleo (1936)

A barca de Gleyre (1944)

Sítio do Picapau Amarelo (1921-1944)

O grande sucesso do escritor Monteiro Lobato, sua série infantil “Sítio do Picapau Amarelo”, cujos personagens principais são:

-Dona Benta: dona do Sítio do Picapau Amarelo.

Emília: uma esperta boneca de pano.

Narizinho: a menina do nariz arrebitado.

Pedrinho: o menino aventureiro.

Tia Nastácia: cozinheira e contadora de histórias.

Visconde: o sábio feito de sabugo de milho.

Os primos Narizinho e Pedrinho são netos de dona Benta. Com Emília e Visconde, eles vivem grandes aventuras, que, muitas vezes, são compartilhadas com dona Benta e a querida Tia Nastácia. Outros personagens secundários também participam das histórias, as quais valorizam a cultura brasileira, além de trazerem conhecimento e reflexão.

 

Fazem parte da série, os seguintes volumes:

O Saci (1921)

Fábulas (1922)

As aventuras de Hans Staden (1927)

Reinações de Narizinho (1931)

Viagem ao céu (1932)

Caçadas de Pedrinho (1933)

História do mundo para as crianças (1933)

Emília no País da Gramática (1934)

Aritmética da Emília (1935)

Geografia de dona Benta (1935)

História das invenções (1935)

Dom Quixote das crianças (1936)

Memórias de Emília (1936)

Serões de Dona Benta (1937)

O poço do Visconde (1937)

Histórias de Tia Nastácia (1937)

O Picapau Amarelo (1939)

O Minotauro (1939)

A reforma da natureza (1941)

A chave do tamanho (1942)

Os doze trabalhos de Hércules (1944)

https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/monteiro-lobato.htm, acesso em 23.03.23

terça-feira, 14 de março de 2023

LEITURA DE IMAGENS - 6º, 7º, 8º

 





Quadro Campeão de bolinha de gude (1939) de Norman Rockwell

Fonte: Livro de Português Linguagens - Willian R Cereja/Thereza C. Magalhães

1) Como é o nome desse jogo que as crianças estão jogando?

2) O que chama a atenção na cena?

3) É possível dizer quem está ganhando?

4) O que a expressão do rosto das crianças pode nos dizer?

5) Hoje existem esportes, jogos e brincadeiras que são mais praticados por meninos?

6) E quais são mais praticados por meninas?

7) Na sua opinião, existe preconceito de sexo nas brincadeiras e nos jogos? Por quê?

8) Você conhece alguém que se destaca num jogo ou esporte que geralmente é praticado pelo sexo oposto? Essa pessoa sofre ou sofreu preconceitos? 


terça-feira, 7 de março de 2023

DICAS DE ESTUDO - 6º, 7º. 8º ANOS - SALA DE LEITURA

 DICAS DE ESTUDO – PROFª MARIZA – SALA DE LEITURA

1 – MATERIAL

- Organize seu material para as aulas que terá no dia seguinte.

- Para tanto reserve um espaço em sua casa para guardar todo o material.

- Se não possui um material para realizar determinado trabalho consulte pessoas que possam ajudá-lo a conseguir.

- Materiais que são importantes para o desenvolvimento da aula: lápis, borracha, caderno, régua e materiais específicos solicitados por alguns professores: folha quadriculada, dicionário, lápis coloridos, canetinhas etc.

2 – TEMPO

- Administre seu tempo escolar. Hoje com tantos atrativos tecnológicos é bem possível se distrair e quando perceber as horas passaram e o que era para ser feito se acumula, causando transtornos e desânimo para a vida escolar.

- Reserve um tempo para o lazer, mas não se esqueça que há um objetivo maior em sua vida, que é a progressão dentro da escola, com o cumprimento dos deveres e aprendizados e, consequentemente, trazendo alegrias nas conquistas escolares.

- Se o período de estudo é na parte da manhã é preciso se organizar com as horas que restam, para que se cumpra as tarefas solicitadas tanto dada pelos pais e como as determinadas pela escola. O mesmo deve acontecer se o período de estudo é na parte da tarde. Sabendo que, se acordar muito tarde, é possível que não dê tempo de cumprir todas as tarefas necessárias. Se precisar solicite ajuda para se organizar.

2 – Estabeleça um tempo para estudar as disciplinas. Pode-se dividir as horas disponíveis da semana pelo número de disciplinas.

3 – ESTUDO

- Não deixe para estudar somente perto de provas e outras avaliações.

- Dedique um tempo para as disciplinas que se tem dificuldade. Peça ajuda ao professor, aos amigos, mas não deixe que a dúvida persista e aumente.

- O ideal é que, após a aula ser dada, o conteúdo ensinado passasse por um estudo e uma verificação de aprendizagem pelo próprio aluno, preparando-se, desta forma para as avaliações que, com certeza chegarão.

- É possível fazer um plano de estudo de segunda a sexta feira, e para os mais dedicados há sempre umas horinhas no sábado que podem ser aproveitadas para estudo e revisão.

- Alguns alunos gostam de estudar escrevendo, outros falando em voz alta. Outros gostam de fazer resumos, grifar conteúdos usando o marca-texto. ... Descubra qual é a sua forma de estudar. Há assuntos que precisam ser memorizados e outros não. Identifique isso também em sua carreira de estudante.

- Para se ter um bom rendimento na escola é preciso levar uma vida saudável com alimentação boa e divertimento também, e não se deve restringir a noite de sono, devido aos jogos eletrônicos, que causam dificuldades na hora de dormir, afetando o sono e o descanso, prejudicando o rendimento no dia seguinte.

4 – TAREFAS

- Confira se tarefas e trabalhos a serem feitos e para entrega já estão em ordem e finalizados.

- Seja pontual com sua entrega de trabalhos e tarefas (De certo modo isto faz parte de um treinamento para a vida adulta, em que muitas tarefas precisam ser feitas com prazo determinado).

- Alguns alunos sentem dificuldades na escrita, mas ela só tem progresso se for praticada. Leia e depois escreva o que leia. Não precisa ser um livro inteiro, mas pequenos trechos.

- Pode-se escrever também sobre assuntos e situações que se pensa e depois pedir para que a professora leia o que foi escrito e corrija ou dê uma opinião.

– Se for outra disciplina resolva exercícios. A prática, com certeza, trará resultados satisfatórios, principalmente se já tiver aprendido como se resolve este ou aquele problema.

- Não se sinta constrangido se houver erros eu um exercício feito, pois errar faz parte do processo. Avise professores sobre suas dificuldades.

- Preste bastante atenção nos enunciados dos exercícios. Um enunciado não compreendido pode causar respostas não corretas.

5 - INTERNET

- Ela é grande auxiliar no desenvolvimento escolar dos estudantes, porém alguns alunos logo se dispersam e ficam entrando em sites que não estão relacionados com os estudos, principalmente os relativos a jogos e ao lazer.

- Os vídeos também são interessantes para o aprendizado, mas podem levar o estudante para a distração do que realmente precisava pesquisar e estudar.

- Não use a internet para estudo ou pesquisa sem ter ao lado material para anotação: lápis ou caneta e papel.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

7º ANO - DEBAIXO DA PONTE - CARLOS DRUMOND DE ANDRADE

 

Moravam debaixo da ponte. Oficialmente, não é lugar onde se more, porém eles moravam. Ninguém lhes cobrava aluguel, imposto predial, taxa de condomínio; a ponte é de todos, na parte de cima; de ninguém, na parte de baixo. Não pagavam conta de luz e gás, porque luz e gás não consumiam. Não reclamavam contra falta d’água, raramente observada por baixo de pontes. Problema de lixo não tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora não conviesse atirá-lo em parte alguma, se dele vinham muitas vezes o vestuário, o alimento, objetos de casa. Viviam debaixo da ponte, podiam dar esse endereço a amigos, recebê-los, fazê-los desfrutar comodidades internas da ponte.

            À tarde surgiu precisamente um amigo que morava nem ele mesmo sabia onde, mas certamente morava: nem só a ponte é lugar de moradia para quem não dispõe de outro rancho.

            Há bancos confortáveis nos jardins, muito disputados; a calçada, um pouco menos propícia; a cavidade na pedra, o mato. Até o ar é uma casa, se soubermos habitá-lo, principalmente o ar da rua. O que morava não se sabe aonde vinha visitar os de debaixo da ponte e trazer-lhes uma grande posta de carne.

            Nem todos os dias se pega uma posta de carne. Não basta procurá-la; é preciso que ela exista, o que costuma acontecer dentro de certas limitações de espaço e de lei. Aquela vinha até eles, debaixo da ponte, e não estavam sonhando, sentiam a presença física da ponte, o amigo rindo diante deles, a posta bem pegável, comível. Fora encontrada no vazadouro, supermercado para quem sabe frequentá-lo, e aqueles três o sabiam, de longa e olfativa ciência.

            Comê-la crua ou sem tempero não teria o mesmo gosto. Um de debaixo da ponte saiu à caça de sal. E havia sal jogado a um canto de rua, dentro da lata. Também o sal existe sob determinadas regras, mas pode tornar-se acessível conforme as circunstâncias. E a lata foi trazida para debaixo da ponte. Debaixo da ponte os três prepararam comida. Debaixo da ponte a comeram. Não sendo operação diária, cada um saboreava duas vezes: a carne e a sensação de raridade da carne. E iriam aproveitar o resto do dia dormindo (pois não há coisa melhor, depois de um prazer, do que o prazer complementar do esquecimento), quando começaram a sentir dores.

            Dores que foram aumentando, mas podiam ser atribuídas ao espanto de alguma parte do organismo de cada um, vendo-se alimentado sem que lhe houvesse chegado notícia prévia de alimento. Dois morreram logo, o terceiro agoniza no hospital.

            Dizem uns que morreram da carne, dizem outros que do sal, pois era soda cáustica. Há duas vagas debaixo da ponte.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

7º ANO - A BORBOLETA E O CASULO/ A LIÇÃO DA BORBOLETA

 

A Borboleta e o Casulo

Quando a lagarta, tornada crisálida, concluiu praticamente a sua transformação em lepidóptero, resta-lhe passar uma prova para se tornar verdadeiramente borboleta. Tem de conseguir romper o casulo no seio do qual se operou a transformação, a fim de se libertar dele e iniciar o seu voo.

Se a lagarta teceu o seu casulo pouco a pouco, progressivamente, a futura borboleta em compensação não pode libertar-se dele da mesma forma, procedendo progressivamente. Desta vez tem de congregar força suficiente nas asas para conseguir romper, de uma assentada, a sua gola de seda.

É precisamente graças a esta última prova e à força que ela exige que a borboleta acumule nas suas jovens asas, que esta desenvolve a musculatura de que terá necessidade depois para voar.

Quem ignorar este dado importante e, imaginando ‘ajudar’ uma borboleta a nascer, romper o casulo em seu lugar, assistirá ao nascimento de um lepidóptero totalmente incapaz de voar. Esta não terá conseguido utilizar a resistência da sua sedosa prisão para construir a força de que teria necessidade para lançar-se seguidamente no céu.

 

A lição da borboleta

Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo e um homem ficou observando o esforço da borboleta para fazer com que o seu corpo passasse por ali e ganhasse a liberdade. Por um instante, ela parou, parecendo que tinha perdido as forças para continuar. Então, o homem decidiu ajudar e, com uma tesoura, cortou delicadamente o casulo. A borboleta saiu facilmente. Mas, seu corpo era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e ela saísse voando.

Nada disso aconteceu. A borboleta ficou ali rastejando, com o corpo murcho e as asas encolhidas e nunca foi capaz de voar! O homem, que em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendeu que o casulo apertado e o esforço eram necessários para a borboleta vencer essa barreira. Era o desafio da natureza para mantê-la viva. O seu corpo se fortaleceria e ela estaria pronta para voar assim que se libertasse do casulo.

Algumas vezes, o esforço é tudo o que precisamos na vida. Se Deus nos permitisse passar pela vida sem obstáculos, não seríamos como somos hoje. A força vem das dificuldades, a sabedoria, dos problemas que temos que resolver. A prosperidade, do cérebro e músculos para trabalhar. A coragem vem do perigo para superar e, às vezes, a gente se pergunta: “não recebi nada do que pedi a Deus”. Mas, na verdade, recebemos tudo o que precisamos. E nem percebemos.