Quem sou eu
- Mariza Lima Gonçalves
- Sou simples e complicada. Fácil e difícil. Organizada e bagunceira. Falante e silenciosa... mas quem é só uma coisa?
quinta-feira, 18 de maio de 2023
POESIAS DIVERSAS
Autoria: Mario Quintana
“O Verão é um senhor
gordo, sentado na varanda,
Suando em bicas e
reclamando cerveja.
O Outono é um tio
solteirão que mora lá em cima no sótão
E a toda hora protesta
aos gritos:
“Que barulho é este na
escada?!”
O Inverno é um vovozinho
trêmulo, com a boina enterrada até os olhos,
a manta enrolada nos
queixos e sempre resmungando: “Eu não passo deste Agosto, eu não passo deste
Agosto…”
A Primavera, em
contrapartida
– é ela quem salva a
honra da família! – é uma menininha pulando corda,
Cabelos ao vento
pulando e cantando debaixo da chuva
Curtindo o frescor da
chuva que desce do céu
O cheiro de terra que
sobe do chão
O tapa do vento na
cara molhada! (…)”
Autoria: Mario Quintana
Deixa-me seguir para o
mar
Tenta esquecer-me... Ser
lembrado é como
evocar-se um
fantasma... Deixa-me ser
o que sou, o que
sempre fui, um rio que vai fluindo...
Em vão, em minhas
margens cantarão as horas,
Me recamarei de
estrelas como um manto real,
Me bordarei de nuvens
e de asas,
Às vezes virão em mim
as crianças banhar-se...
Um espelho não guarda
as coisas refletidas!
E o meu destino é
seguir... é seguir para o Mar, as imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir,
passar, cantar...
toda a tristeza dos
rios é não poderem parar!
Autoria: Mario Quintana
Seiscentos e
Sessenta e Seis
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
Eu nem olhava o relógio
Seguia sempre em frente…
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das
horas.
Autoria: Mario Quintana
Presença
É preciso que a saudade desenhe tuas
linhas perfeitas,
Teu perfil exato e que, apenas,
levemente, o vento
Das horas ponha um frêmito em teus
cabelos…
É preciso que a tua ausência trescale
Sutilmente, no ar, a trevo machucado,
As folhas de alecrim desde há muito
guardadas
Não se sabe por quem nalgum móvel
antigo…
Mas é preciso, também, que seja como
abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no
ar.
É preciso a saudade para eu sentir
Como sinto – em mim – a presença
misteriosa da vida…
Mas quando surges és tão outra e
múltipla e imprevista
Que nunca te pareces com o teu
retrato…
E eu tenho de fechar meus olhos para
ver-te.
Autoria: Mario Quintana
Bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
Enfim,
Tem de ser bem devagarinho, Amada,
Que a vida é breve, e o amor mais
breve ainda...
Autoria: Vinicius de
Morais A Rosa de
Hiroshima
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida.
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Autoria: Vinicius de
Morais Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor
serei atento
Antes, e com tal zelo,
e sempre, e tanto
Que mesmo em face do
maior encanto
Dele se encante mais
meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada
vão momento
E em seu louvor hei de
espalhar meu canto
E rir meu riso e
derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu
contentamento
E assim, quando mais
tarde me procure
Quem sabe a morte,
angústia de quem vive
Quem sabe a solidão,
fim de quem ama
Eu possa me dizer do
amor (que tive):
Que não seja imortal,
posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto
dure.
Autoria: Vinicius de Morais
Pela luz dos olhos
teus
Quando a luz dos olhos
meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é
meu Deus
Que frio que me dá o
encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos
teus
Resiste aos olhos meus
só p’ra me provocar
Meu amor, juro por
Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por
Deus
Que a luz dos olhos
meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos
meus
Na luz dos olhos teus
sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos
teus
Eu acho meu amor que
só se pode achar
segunda-feira, 1 de maio de 2023
AMOR
SALA DE LEITURA - AMOR
1 – A transmissão do Amor
O amor é indispensável para o desenvolvimento do
indivíduo. Quando o amor é transmitido quem o recebe desenvolve atitudes
positivas em relação a si mesmo, aos outros e à vida. Junto com o amor, o
indivíduo recebe elementos e sentimentos que são necessários para que o amor se
frutifique e encontre morada: respeito,
responsabilidade, generosidade, carinho, proteção, incentivo. Amar é sempre
grandioso e é um sentimento que precisa ser alimentado sempre. Pequenos gestos também
podem ser provas de amor, como em casa, por exemplo: retirada do prato da mesa,
colocar lixo para fora, auxílio em pequenas tarefas, um elogio, uma pequena
palavra de conforto.
O que se vê, algumas vezes, é alguém aproveitando, por
exemplo, em família, os conflitos para despejar o ódio, a raiva, o ciúme, a
inveja, a cobrança de sentimentos. Quando deveria, na verdade, parar, pensar,
perceber no que pode ajudar e, através de pequenos gestos demonstrar seu amor. A
prática do amor melhora as relações com as pessoas da família e ele deve ser maior
que as coisas materiais, pois coisas materiais vêm e vão. Se houver amor,
haverá, com certeza, a compreensão pela ausência do material e sua conquista
poderá ser questão de tempo.
Com amor o adolescente pode redescobrir a família,
pode reaproximar-se dos pais, entendendo-lhes a linguagem e a tentativa deles
em oferecer o melhor. Com tolerância e mais amor é possível eliminar mágoas e
pequenos transtornos de relacionamento, que nada mais fazem do que ferir e manter
o jovem sempre distante da elevação emocional que ele tanto deseja.
2 – Amor de amigo
Podemos considerar como sendo o segundo amor mais
importante na vida do indivíduo. Assim que ele começa a tomar contato com o
mundo, os amigos tornam-se parte importante da maneira como ele irá ver esse
mundo e, também, como o indivíduo irá se relacionar com a amizade e com esse
novo tipo de amor, que é completamente diferente do amor de família. Inicialmente
os contatos podem ser de descoberta e surpresa. Muitas vezes o indivíduo leva
para os amigos o que aprendeu em casa e acaba trazendo para casa o que aprendeu
com os amigos. Pode passar a contestar os valores dos pais, da família, da
sociedade, isto é, a ter a sua própria visão do mundo e dos valores humanos, a
conceituar pessoas e regimes, estabelecendo, muitas vezes, suas regras de
comportamento.
É na convivência que o indivíduo vai descobrindo se
aquele amigo corresponde às expectativas que ele tinha em termos de confiança, solidariedade, amor, força e,
até, de ciúme, pois conviver com amigos possessivos não é fácil, pois
provoca desgaste na relação e, com o tempo, o distanciamento. Alguns amigos
impõem tanta opressão em cima do outro, que leva o outro a lhe mentir,
esquivar-se de sua companhia, arrumar desculpas esfarrapadas para não compartilhar
tal amizade. Cada indivíduo é diferente e pode precisar de várias pessoas para se
sentir completo. Um indivíduo pode ser amigo de várias pessoas, pois cada uma
pode lhe trazer algo, completá-lo em algum ponto, sem que isso cause prejuízo a
nenhuma das partes. O que fará com que uma amizade tenha ou não valor serão os
elementos que os envolvidos deverão ter um com o outro: cumplicidade, respeito,
fidelidade, solidariedade, empatia. Ninguém abandona um amigo, com certeza, por
ele tê-lo respeitado, ter guardado segredo, ter ficado ao seu lado nos momentos
de dificuldade. Abandona-se o amigo por ter sido traído, por ter sido deixado
de lado, por ter sido oprimido, por ter sido desrespeitado. Cada um acaba por
escolher melhor os indivíduos com os quais quer conviver e crescer,
permitindo-se envolver por aqueles que lhe provocam maior empatia, que
demonstram maiores afinidades com seus valores morais e culturais. Uma
verdadeira amizade se constrói com o tempo, com muita paciência e,
principalmente agindo com outro como se gostaria que ele agisse consigo: quer
respeito, respeite; quer solidariedade, seja solidário; quer ser ouvido,
ouça... E assim por diante. Precisamos do outro para viver e os outros
precisam, com certeza, também de nós.
3 – Amor pelas causas
Há pessoas que, pela sua maneira de conduzir sua
própria vida e pela maneira como lidam com os demais, acabam chamando a atenção
pelas suas atitudes. É evidente que, muitas dessas pessoas não planejam sua
vida com o objetivo de se tornarem famosas ou chamarem a atenção, mas acabam
justamente fazendo isso ao agirem e defenderem causas, que beneficiam pequenos
ou grandes grupos. Alguns chamam essa atitude de solidariedade, mas nem sempre
envolvem pessoas. Às vezes trata-se da natureza, de animais... Exemplos: Chico
Mendes, componentes do Green Peace, Chico Xavier, Betinho, Madre Teresa de
Calcutá, Irmã Dulce... Anônimos que não medem esforços em doar em pouco de si
em benefício do próximo. São pessoas consideradas especiais por suas atitudes
de doação e desprendimento em relação às coisas materiais.
Algumas pessoas desenvolvem na infância as
experiências de cooperação, através de brincadeiras e que ao longo de sua vida
transformam-se em sentimentos de altruísmo e solidariedade. Esse partilhar com
o outro, muitas vezes, exige certo sacrifício pessoal, sem que haja conflito,
evidentemente, já que proporciona a descoberta do ser útil, de ser cooperativo.
Esse tipo de amor faz com que o indivíduo melhore a auto-estima, pois acaba
descobrindo maneiras de eliminar dificuldades próprias ao ajudar o outro e cria
uma alavanca, capaz de impulsionar todos aqueles que dele se cercam. Esse amor
espalha a paz, diminui a violência, a desigualdade social.
Sempre é possível doar-se, mesmo quando se acredita
não ter nada na vida.
4 – Amor nos relacionamentos
O amor é sempre o alimento essencial da vida. É
estímulo e sustentação dos objetivos nobres da vida. Quando se ama, adquire-se
a compreensão da vida e se amadurece, desenvolvendo o sentido de crescimento
amoroso e amigo. Quando, porém, alguém só deseja ser amado, permanecerá na
infância emocional, pois o amor deve ser dado e recebido, pois ele é relevante
na evolução do homem, aquece o coração, enriquece a vida, desenvolve a visão
otimista no indivíduo e transforma a desesperança em fonte renovadora.
Todos esperam encontrar alguém especial para que possam
dividir sua vida, completar sua existência, mas cada um ao chegar na fase da
busca do amor com o outro traz em si um grande e enorme arquivo emocional, que
poderá mostrar-lhe como o amor chegará ou não em sua vida. Como o adolescente
está em fase de descobrimento, muitas vezes, recebe o amor, mas acaba não
sabendo direcioná-lo ou distingui-lo com o que se trata de sensação, admiração,
arrebatamento do verdadeiro sentimento de afetividade sem exigência, sem
agradecimento, sem dependência, sem aprisionamento.
O adolescente vive, hoje, um tempo de controvérsias
emocionais em razão das diferenças de padrões morais e comportamentais. Vive a
inquietação e a insegurança. Tem a impressão de que tudo ao seu redor é tratado
de qualquer jeito e de qualquer modo. Ele aceita os estereótipos de qualquer
espécie, como desgarrado, indiferente, rebelde, dependente e isso vai lhe
tornando um ser ou despreocupado com os relacionamentos ou de atitudes
desprezíveis para com os outros. Pensa-se, primeiro, em levar vantagem, em não
perder a oportunidade, em não deixar passar, em se apegar ao materialismo, ao
sensualismo. Não há a preocupação com o que “eu posso fazer ao outro” tanto de
bem, como de mal, mas “como o outro pode me satisfazer e atender todos os meus
desejos”. Como há uma inversão enorme de valores na sociedade, o adolescente
passa a cultuar esses mesmos valores e, automaticamente, sai em busca daquele
que o complete, daquele com o qual ele possa dividir algo, mas depara-se com o
vazio. O amor tão propagado não aparece. O que deveria ser alegria
transforma-se em desilusão. O jovem acha que “ficar” com muitas (os) lhe trará
a chamada paz de espírito, percebe que mais uma vez “ficou” mesmo foi sozinho
com outro ser que também estava sozinho. O amor nos relacionamentos precisa de cumplicidade, responsabilidade, amizade.
Quem quer achar um amor, mas não quer compromisso corre o risco de ficar sem
ninguém. Aquele trecho de uma música que diz: “Eu sou de todo mundo e todo
mundo é meu também” não é verdade. Cada um “pertencerá” ao outro ser que também
desejará ser do outro. Encontrar muitos corpos não é porta de entrada do amor.
O amor entre as pessoas precisa mais do que encontro
de corpos precisa encontro de almas.
Razão
– É o amor que pondera.
Estudo
– É o amor que analisa.
Ciência
– É o amor que investiga.
Filosofia
– É o amor que pensa.
Religião
– É o amor que busca Deus.
Verdade
– É o amor que se eterniza.
Ideal
– É o amor que se eleva.
Fé
– É o amor que se transcende.
Esperança
– É o amor que sonha.
Caridade
– É o amor que auxilia.
Fraternidade
– É o amor que se expande.
Sacrifício
– É o amor que se esforça.
Renúncia
– É o amor que se depura.
Simpatia – É o amor que
sorri.
Altruísmo
– É o amor que se engrandece.
Trabalho
– É o amor que constrói.
Indiferença
– É o amor que se esconde.
Desespero
– É o amor que se desgoverna.
Paixão
– É o amor que se desequilibra.
Ciúme
– É o amor que se desvaira.
Egoísmo
– É o amor que se animaliza.
Orgulho
– É o amor que enlouquece.
Sensualismo
– É o amor que se envenena.
Vaidade
– É o amor que se embriaga.
Finalmente,
o ódio que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que
adoeceu gravemente.
segunda-feira, 17 de abril de 2023
FAKE NEWS
FAKE NEWS
As notícias falsas, as chamadas Fake News, se transformaram
em uma enorme dor de cabeça no mundo todo. O assunto ganhou visibilidade e
atrai a atenção da sociedade, autoridades e parlamentares. No Brasil, desde o
ano passado, deputados defendem a necessidade de legislar a respeito desse
assunto.
Na Câmara, tramitam mais de vinte propostas sobre Fake News.
Entre os parlamentares, há quem defenda que seja aplicada, na internet, a
legislação atual sobre injúria, calúnia e difamação, além do marco civil da internet
(Lei 12.965/14), que prevê que a retirada de conteúdo seja precedida de decisão
judicial.
https://www.camara.leg.br/tv/543408-fake-news/
Calúnia - No
século XXI o uso e impacto das notícias falsas se tornaram amplos, assim como o
uso do termo.
O crime de calúnia está
previsto no artigo 138 do Código Penal, e consiste em atribuir falsamente a
alguém a autoria de um crime. Para que se configure o crime de calúnia, é
preciso que seja narrado publicamente um fato criminoso. Um exemplo seria
expor, na internet, o nome e foto de uma pessoa como autor de um homicídio, sem
ter provas disso.
Exemplo: Maria Matou João
com a chave inglesa na biblioteca.
A pena pelo crime de calúnia
é detenção de seis meses a dois anos e multa.
Difamação - Prevista
no artigo 139 do Código Penal, a difamação consiste em imputar a alguém um fato
ofensivo a sua reputação, embora o fato não constitua crime, como ocorre com a
calúnia. É o caso, por exemplo, de uma atriz que tem detalhes de sua vida
privada exposta em uma revista.
Neste caso, ainda que o fato
narrado seja verídico, divulgá-lo constitui crime. A pena para este crime é
detenção de três meses a um ano e multa.
No entanto, caso o réu,
antes da sentença, se retrate da calúnia ou da difamação, fica isento de pena,
conforme determina o artigo 143 do Código Penal.
Exemplo: Menina, a Maria está
tendo um caso com o João.
Injúria - O
crime de injúria, previsto no artigo 140 do Código Penal, ocorre quando uma
pessoa dirige a outra pessoa algo desonroso e que ofende a sua dignidade – é o
famoso xingamento.
Como se trata de um crime
que ofende a honra subjetiva, ao contrário do que ocorre com a calúnia e
difamação, no crime de injúria não é necessário que terceiros tomem ciência da
ofensa.
O juiz pode deixar de
aplicar a pena quando a pessoa ofendida tiver provocado a ofensa de forma
reprovável, ou caso tenha respondido imediatamente com outra injúria.
Não caracteriza injúria a
crítica literária, artística ou científica, conforme o artigo 142 do Código
Penal, assim como ofensas proferidas durante um julgamento, durante a discussão
da causa, por qualquer uma das partes. A pena para este crime é detenção de um
a seis meses ou multa.
Na hipótese da injúria
envolver elementos referentes à raça, cor, etnia, religião origem ou a condição
de pessoa idosa ou portadora de deficiência, a pena é aumentada para reclusão
de um a três anos e multa.
Exemplo: João é canalha!
https://www.cnj.jus.br/cnj-servico-diferenca-entre-calunia-injuria-e-difamacao
No século XXI, o uso e impacto das notícias falsas se
tornaram amplo, assim como o uso do termo Fake News. Além de ser usado para
criar histórias inventadas para enganar os leitores é um recurso usado para
aumentar a quantidade de leitores online e assim aumentar os lucros dos sites.
"Fake News são notícias falsas publicadas por veículos
de comunicação como se fossem informações reais. Esse tipo de texto, em sua
maior parte, é feito e divulgado com o objetivo de legitimar um ponto de vista
ou prejudicar uma pessoa ou grupo (geralmente figuras públicas).
As Fake News têm um grande poder viral, isto é, espalham-se
rapidamente. As informações falsas apelam para o emocional do
leitor/espectador, fazendo com que as pessoas consumam o material “noticioso”
sem confirmar se é verdade seu conteúdo.
O poder de persuasão das Fake News é maior em populações com
menor escolaridade e que dependem das redes sociais para obter informações. No
entanto, as notícias falsas também podem alcançar pessoas com mais estudo, já
que o conteúdo está comumente ligado ao viés político.
Como surgiu o termo
Fake News?
O termo Fake News ganhou força mundialmente em 2016, com a
corrida presidencial dos Estados Unidos, época em que conteúdos falsos sobre a
candidata Hillary Clinton foram compartilhados de forma intensa pelos eleitores
de Donald Trump.
Apesar do recente uso do termo Fake News, o conceito desse
tipo de conteúdo falso vem de séculos passados e não há uma data oficial de
origem. A palavra “fake” também é relativamente nova no vocabulário, como
afirma o Dicionário Merriam-Webster. Até o século XIX, os países de língua
inglesa utilizavam o termo “false news” para denominar os boatos de grande circulação.
As Fakes News sempre estiveram presentes ao longo da
história, o que mudou foi a nomenclatura, o meio utilizado para
divulgação e o potencial de persuasão que o material falso adquiriu nos
últimos anos."
Por que as pessoas
compartilham fake news?
Segundo levantamento feito por veículos de comunicação, como
a Folha de São Paulo, as páginas de Fake News têm maior participação dos usuários
de redes sociais do que as de conteúdo jornalístico real. De 2017 a 2018, os
veículos de comunicação tradicionais apresentaram queda de 17% em seu
engajamento (interação), enquanto os propagadores de fake news tiveram um
aumento de 61%.
Para legitimar as Fake News, as páginas que produzem e
divulgam esse tipo de informação costumam misturar as publicações falsas com a
reprodução de notícias verdadeiras de fontes confiáveis. Outro problema
presente nas redes sociais são as chamadas sensacionalistas que induzem ao
erro. Quem deseja espalhar um boato pode retirar de contexto um dado ou
declaração para usar em seu título ou no texto de sua postagem.
Consequências das Fake
News
Divulgar Fake News é um ato muito perigoso. Compartilhar
informações falsas, fotos e vídeos manipulados e publicações duvidosas pode
trazer riscos para a saúde pública, incentivar o preconceito e resultar em
mortes. Inocentes já foram linchados, pessoas já foram acusadas de sequestro e
outros casos que só causaram tristeza e medo.
Como combater as Fake News?
O combate às Fake News é algo difícil. Os mecanismos de
produção e veiculação das falsas informações são muito eficientes e escondem a
identidade dos criminosos.
Para o usuário da internet, o importante é conseguir
identificar uma notícia falsa ou sensacionalista e não compartilhar conteúdo
duvidoso. Agências de jornalismo especializado são uma ferramenta útil para
saber se um conteúdo é Fake News ou não.
A Agência Lupa é
uma criação da Revista Piauí com a Fundação Getúlio Vargas e com a rede Um Brasil. Lançada em 2015, o site
analisa conteúdo nacional e internacional e classifica-os em: verdadeiro; verdadeiro, mas…; ainda é cedo
para dizer; exagerado; contraditório; insustentável; falso e de olho.
O Boatos.org é um
site formado por vários jornalistas brasileiros que investigam conteúdos que
circulam nas redes e informam aos leitores se são verdadeiros ou falsos.
Outra agência especializada em desvendar Fake News é Aos Fatos. Seus criadores fazem parte
de uma rede internacional de investigadores e trabalham com a análise dos
assuntos mais populares da internet. O site possui uma parceria com o Facebook
para ajudar os usuários do Messenger (serviço de mensagens instantâneas da
empresa) na navegação e identificação da veracidade dos posts. As notícias são
definidas pela equipe como verdadeiras,
imprecisas, exageradas, contraditórias, insustentáveis e falsas.
Veja mais sobre "O que são Fake News?" em:
https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/o-que-sao-fake-news.htm
Por Lorraine Vilela Campos - Equipe Brasil Escola
segunda-feira, 3 de abril de 2023
Autismo
Autismo
De acordo com a Organização
Pan-Americana de Saúde (OPAS), o Transtorno do Espectro Autista (TEA) se refere
a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e
na linguagem. Outras características comuns são o foco em detalhes, reações incomuns às sensações e aos sentidos (como
tato ou audição) e também dificuldade na transição de uma atividade para outra,
por exemplo.
As características são bastante
variáveis, com diferentes amplitudes e/ou intensidades. Ou seja, podem variar
muito de pessoa para pessoa. Ainda, indivíduos com TEA frequentemente podem
apresentar outras condições, como transtorno
de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ansiedade, depressão e
epilepsia.
Portanto, o autismo constitui um grupo diversificado de condições, relacionadas ao desenvolvimento do cérebro. Em todo o mundo, estima-se que 1 em cada 160 crianças tenham TEA. Contudo, acredita-se que a prevalência seja ainda maior, sobretudo em países de baixa e média renda.
De forma geral, as características do autismo costumam ser identificadas ainda na primeira infância, até os cinco ou seis anos de idade. E isso é extremamente importante, para que os pequenos e pequenas tenham acesso às terapias especializadas, contribuindo para o estímulo e desenvolvimento de habilidades.
Alguns dos principais comportamentos em crianças com TEA:
Interação social: ausência ou baixa frequência de contato visual, sem interação espontânea com adultos e também outras crianças;
Comportamento: repetitivo e estereotipado (como dar pulos, chacoalhar as mãos ou se balançar), além de ter interesse restrito em temas e brinquedos específicos;
Linguagem: ausência ou atraso significativo do desenvolvimento de linguagem oral (compreensão e expressão) e alteração em diversas habilidades linguísticas.
fonte: https://leiturinha.com.br/blog (com alterações)
Empatia
Empatia é a capacidade psicológica de sentir o que sentiria outra pessoa, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar o que sente outro indivíduo.
A empatia leva as pessoas a ajudarem umas às outras. Está intimamente ligada ao altruísmo - amor e interesse pelo próximo - e à capacidade de ajudar.
A empatia também ajuda a compreender melhor o comportamento alheio em determinadas circunstâncias e a forma como outra pessoa toma as decisões.
Um exemplo de empatia seria o caso de racismo, por exemplo. Ao ver ou saber que uma pessoa sofreu racismo, você pode ter empatia por ela, tentando entender o que ela sentiu ao sofrer com o episódio.
Mesmo que o caso de racismo não seja diretamente com você, o sentimento de se colocar no lugar do outro e acolher a dor sofrida por ele são manifestações de empatia. Sendo assim, o antônimo da empatia seria a indiferença ao que o outro sofre.
Empatia nas relações
A empatia pode ocorrer em todos
os tipos de relacionamentos humanos: nas
relações familiares, nas amizades, no ambiente de trabalho e até mesmo com
pessoas desconhecidas.
Nas relações pessoais a empatia pode ser fundamental para a compreensão de dificuldades das pessoas com quem se convive, ajudando a diminuir e evitar conflitos.
O mesmo pode ocorrer no ambiente escolar, já que a empatia pode ajudar que um colega compreenda as dificuldades enfrentadas por outro.
Fonte: https://www.significados.com.br/empatia/ (com modificações)
quinta-feira, 23 de março de 2023
BIOGRAFIA: MONTEIRO LOBATO
MONTEIRO LOBATO
Monteiro Lobato (José Bento Renato Monteiro Lobato) foi um escritor brasileiro.
Nasceu na cidade paulista de Taubaté, no dia 18 de abril de 1882. Estudou no colégio Kennedy e também no colégio Paulista, ambos de sua cidade natal. Com a morte dos pais, o autor passou a residir, em 1899, na casa do avô, o visconde de Tremembé. Iniciou o curso de Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
Durante seu tempo de estudante na cidade de São Paulo, participou da sociedade literária Arcádia, escreveu crônicas e críticas, e foi redator do jornal “O Onze de Agosto”, entre outros periódicos. Sua formatura ocorreu em 15 de dezembro de 1904. Já em 1906, foi nomeado promotor público interino de Taubaté.
No ano seguinte, ocupou o cargo de promotor
público na cidade de Areias. Além disso, em 1908, fez traduções de artigos do
jornal londrino “Weekly Times” que foram publicadas em “O Estado de S. Paulo”.
Com a morte do avô, em 1911, herdou a Fazenda do Buquira. Já
casado, mudou-se para lá com a família e se tornou fazendeiro. Dessa
experiência, resultou o artigo “Uma velha praga”, publicado no jornal “O Estado
de S. Paulo”, em 1914. Três anos depois, vendeu a fazenda e voltou a viver na
cidade de São Paulo.
Além de escrever vários livros para adultos e crianças,
também investiu em outras carreiras. Assim, foi fazendeiro, editor e
empresário, além de atuar como adido comercial em Nova Iorque. Se meteu em
questões políticas e chegou a ser preso.
O autor faleceu em 04 de julho de 1948, na cidade de São
Paulo, e deixou obras pré-modernistas (escritas para adultos) e também livros
infantis. O grande sucesso de sua carreira como escritor foi a série de livros
intitulada Sítio do Picapau Amarelo. Nessas narrativas infantis, personagens
como Emília e Visconde vivem grandes aventuras.
Em 1918, publicou sua primeira obra literária — o livro de
contos “Urupês”, e em 1920, também publicou sua primeira obra infantil: “A
menina do narizinho arrebitado” —, a qual, mais tarde, integrou o livro “Reinações
de Narizinho”.
Lobato nunca conseguiu ocupar uma cadeira na Academia
Brasileira de Letras.
Obras de Monteiro
Lobato
Urupês (1918)
Cidades mortas (1919)
Ideias de Jeca Tatu
(1919)
Negrinha (1920)
O macaco que se fez
homem (1923)
Mundo da lua (1923)
O presidente negro
(1926)
Mr. Slang e o Brasil
(1927)
Na antevéspera (1933)
O escândalo do
petróleo (1936)
A barca de Gleyre
(1944)
Sítio do Picapau
Amarelo (1921-1944)
O grande sucesso do escritor Monteiro Lobato, sua série
infantil “Sítio do Picapau Amarelo”, cujos personagens principais são:
-Dona Benta: dona do
Sítio do Picapau Amarelo.
Emília: uma esperta
boneca de pano.
Narizinho: a menina do
nariz arrebitado.
Pedrinho: o menino
aventureiro.
Tia Nastácia:
cozinheira e contadora de histórias.
Visconde: o sábio
feito de sabugo de milho.
Os primos Narizinho e
Pedrinho são netos de dona Benta. Com Emília e Visconde, eles vivem grandes
aventuras, que, muitas vezes, são compartilhadas com dona Benta e a querida Tia
Nastácia. Outros personagens secundários também participam das histórias, as quais
valorizam a cultura brasileira, além de trazerem conhecimento e reflexão.
Fazem parte da série, os seguintes volumes:
O Saci (1921)
Fábulas (1922)
As aventuras de Hans
Staden (1927)
Reinações de Narizinho
(1931)
Viagem ao céu (1932)
Caçadas de Pedrinho
(1933)
História do mundo para
as crianças (1933)
Emília no País da
Gramática (1934)
Aritmética da Emília
(1935)
Geografia de dona
Benta (1935)
História das invenções
(1935)
Dom Quixote das
crianças (1936)
Memórias de Emília
(1936)
Serões de Dona Benta
(1937)
O poço do Visconde
(1937)
Histórias de Tia
Nastácia (1937)
O Picapau Amarelo
(1939)
O Minotauro (1939)
A reforma da natureza
(1941)
A chave do tamanho
(1942)
Os doze trabalhos de
Hércules (1944)
https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/monteiro-lobato.htm,
acesso em 23.03.23
terça-feira, 14 de março de 2023
LEITURA DE IMAGENS - 6º, 7º, 8º
Quadro Campeão de bolinha de gude (1939) de Norman Rockwell
Fonte: Livro de Português Linguagens - Willian R Cereja/Thereza C. Magalhães
1) Como é o nome desse jogo que as crianças estão jogando?
2) O que chama a atenção na cena?
3) É possível dizer quem está ganhando?
4) O que a expressão do rosto das crianças pode nos dizer?
5) Hoje existem esportes, jogos e brincadeiras que são mais praticados por meninos?
6) E quais são mais praticados por meninas?
7) Na sua opinião, existe preconceito de sexo nas brincadeiras e nos jogos? Por quê?
8) Você conhece alguém que se destaca num jogo ou esporte que geralmente é praticado pelo sexo oposto? Essa pessoa sofre ou sofreu preconceitos?